quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Trânsito em Porto Velho


O trânsito em Porto Velho se tornou motivo de muita preocupação para quem mora na capital. Hoje quem vive aqui precisa reajustar seu relógio ao seu deslocar de um lugar para outro.
A estudante Gabriela Mourão, que mora no bairro 22 de Dezembro, há dois anos gastava 15 minutos no trajeto de casa para faculdade Uniron, hoje esse tempo aumentou para 35 minutos. O pior trecho que a estudante percorre nesse caminho é o cruzamento das avenidas Mamoré e Raimundo Cantúaria, pois neste trecho é comum encontrar engarrafamentos e acidentes.
Para a estudante, o que provoca a desordem no trânsito nessas avenidas é o grande número de carretas que trafegam diariamente.
Vitor Rafael, outro estudante da faculdade Uniron, antes levava 40 minutos para chegar na faculdade, e hoje faz o mesmo trajeto em mais de 1 hora. Ele depende de ônibus para se deslocar do bairro onde mora, no Jardim Eldorado na Zona Sul, até a faculdade na zona Lesta.
O estudante conta que o pior local no percurso que faz de ônibus é na Avenida Guaporé com Rio de Janeiro. Quando o estudante pode ir de carro, ele desvia o caminho pela Br 364 para gastar menos tempo.
Para Vitor uma boa alternativa para melhorar o trânsito e criar novas vias de acesso do centro da cidade para os bairros.

FAMÍLIA SOMZALA



A transformação da música beradeira inserida no processo folkcomunicacional.

A folkcomunicação é uma disciplina científica que estuda os tipos de comunicação popular e o folclore na difusão de meios de comunicação de massa dentro de três linhas de pesquisa, a área rural, grupos urbanos e os grupos culturalmente marginalizados.O principal fundador dos estudos no Brasil foi Luis Beltrão, que pesquisou a folk na cultura nordestina.No que diz respeito aos grupos culturalmente marginalizados podemos dizer que são indivíduos que contestam a cultura e a organização social estabelecida, adotando uma política que contrapõe a que está em vigor.

É essa a proposta do grupo Família Somzala, manifestar a arte beradeira, em oposição à linguagem e a política padrão determinada como cultura, misturando músicas com poesias, artes visuais, artes circenses, desenhos undergroud, eles fazem um verdadeiro caldeirão de manifestações artísticas no meio da floresta.

O desenvolvimento da música beradeira como forma de manifestar uma cultura local enraizada na linguagem e costumes da população beradeira ganha a cada dia uma identificação maior da população nortista.

Esclarecendo que beradeiro não é o índividuo que mora nas margens do rio sendo este ribeirinho. Ser beradeiro é questão de identidade regional que se estabelece através da identificação interpessoal de quem nasceu na “beira” e no “norte” e mais do que isso carrega valores indissociáveis da sua natureza. Valores esses como a preservação do ambiente em que vive e a maneira como fala, considerada por muitos como “errada” ou “feia” quando na verdade é apenas diferente. O beradeiro hoje é urbano e mora no Ulisses Guimarães, no Centro, no Caladinho, no Costa e Silva e está espalhado por todos os lugares nessa imensa Porto Velho buscando uma linguagem própria que o identifique em sua própria natureza.

A cultura beradeira vem ganhando espaço para manifestações através de trabalhos desenvolvidos por grupos como a família Somzala que além de toda bagagem musical e artística traz consigo um imenso orgulho de ser beradeiro, e esse orgulho é tão explicito que o grupo somente apresenta MPBERA (música popular beradera) quando tocado o hino de porto velho e o de Rondônia.
















domingo, 2 de novembro de 2008


A cultura popular tem como essência o imaginário, que configura uma riqueza
imprescindível. É nesse campo fértil que o imaginário popular atua, revelando sentimentos
que desabrocham em lendas, mitos, contos, crendices, superstições e em outras belezas que
retratam a nossa cultura.
Há de se considerar, que as lendas são narrativas que enfeitam e caracterizam o
lugar, acompanhadas de mistérios, assombrações e medo. Não se sabe ao certo como
nasceram e criaram as lendas. Elas acompanham fatos e acontecimentos comuns, ilustrada
por cenários exóticos e de curta extensão. Muitas vezes são fatos verídicos acrescentados de
novos dados ou até mesmo recriados. Podendo ser muito confundida com os mitos.

Rúbia Lóssio